21 de jun de 2006

NO CLIMA DO HEXA :) COM FRIO E BOM VINHO



Aproveitando que o frio está gostoso que tal algumas dicas sobre a bebida dos Deuses? O Vinho.
Brancos e rosés
Os brancos: ao contrário dos tintos, para produzir um vinho branco separam-se as cascas do suco logo no início da fermentação, o que resulta num produto quase sem taninos, ou seja, menos calórico e ideal para ser tomado à temperatura de 8 a 12ºC. Os taninos são os músculos do vinho tinto, dão-lhe cor, estrutura, firmeza, mas muitas calorias. E quando submetidos a baixas temperaturas amargam o gosto do vinho.
Os rosés: contêm um pouco de tanino, porque as cascas ficam em contato com o líquido entre 12h e 24h. Mas também são leves e devem ser tomados nas mesmas temperaturas dos brancos.

Curiosidade: pode-se fazer vinho branco de uvas tintas; mas não se pode fazer vinho tinto de uvas brancas.

Mas vamos ao vinho como aperitivo. (Os europeus chamam de ''vinho social'').
Há três opções: A primeira, um branco leve e seco, com graduação alcoólica igual ou menor do que 12ºC, como os trochen alemães, os pinots blancs e pouillys franceses; os riojas espanhóis, os frascatis, trebianos e verdicchios italianos, e mais alguns chardonnays de qualquer parte do mundo. São vinhos jovens, isto é, que não envelheceram nos tonéis e nem, depois, nas garrafas. E devem ser bebidos à temperatura de 8º a 12º. A segunda, um vinho verde - ó pá! - o filho ilustre do Minho. O melhor é o Alvarinho. Tem baixo teor alcoólico, mas bastante gás carbônico, o que provoca a sensação de ''agulhas na língua''. Sirva-o, ou sirva-se, a 8°C. Com ou sem tremoços. E a terceira é um rosé, igualmente leve e seco. Mas como o rosé viaja mal porque é frágil, prefira os que vêm de perto, como os brasileiros, argentinos e chilenos. Devem ser tomados a 10ºC.
Um branco igualmente seco, mas aromático, como os extraordinários sauvignons blancs e chardonnays californianos, ou os franceses, australianos, neo-zelandeses e sul-americanos; ou ainda os muscats e tokays de todas as procedências. Ou o viognier, do Rhône e alhures. Eles acompanham bem comidas não muito condimentadas, como saladas, legumes cozidos, ceviches, peixes crus ou grelhados, frutos do mar (sem molhos), carnes brancas, queijos leves e frutas. Experimentem um bom melão com um chardonnay ao lado, na noite de domingo, e tenham certeza que vão amanhecer mais inteligentes! A alternativa pode ser um rosé bem refrigerado. Um vinho seco, mas complexo (que apresenta aromas e paladares diversos), como os chablis, os rieslings, os riojas, os sémillions ou ainda o torrontés. Ou os gewurztraminers e sylvaners, forçando um pouquinho a mão. Estes são ''maridos'' ideais das omeletes sem carne, do salmão e atum, das coquilles, das cavaquinhas e lagostas com molho, das massas com frutos do mar - e de tudo que o seu paladar aceite. Ou rejeite.

Um vinho de sobremesa, tipo sauternes, isto é, o produto de uma uva que os viticultores deixam na videira até que ela seja atacada pelo fungo botrytis cinerea, que ''come a casca'' deixando só o néctar! É um vinho de cor luminosa, em tons de mel, avelã, laranja e ouro velho. Produzido por alemães, austríacos, italianos e franceses, pais do soberbo bordalês château d'Yquem!, Não é um vinho. É um beijo na boca! Deguste-o com carinho, num ambiente calmo, longe de qualquer comida ou na companhia de alguém que o seu coração aprove. Ou convide para a mesa um foie gras legítimo, ou queijos azuis ou sobremesas à base de creme fresco. Esses golden wines também são fabricados fora dessa região demarcada do sul da França e são chamados late harvest ou tardíos e produzidos em quase todos os países que fazem vinho. Inclusive no Brasil. São vinhos com cinco anos - ou mais - de envelhecimento e devem ser servidos a 11ºC.
Fonte: JB Online

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